
Para Salvadores de Qualquer Lugar –
Téo Malvine –
. Desmanchem esse escudo humano e num esforço sobre-humano forjem de baixo de brasa, marteladas e água gelada tão leve quão cortante arma, e com a matéria prima que sobrar ferrem seus gados para que não lhes venham roubar palavras.
. Não temam críticas, não deixem de criticar, e no ato de ter coragem nunca temam acovardar, porque pode ser mais ofensivo quem sabe a hora de intimidar e também a de sentir-se intimidado.
. E em seus ensinamentos aprendam a não rebuscar palavras, para que não haja mais a diferença entre aqueles que lhes somente ouvem e os que escutam e lhes podem compreender.
. Mas acima de tudo isso é preciso lembrar que um poeta afogado em ego e que não sabe nadar não pode propor solução a um povo sem salvação e, é claro, que a conformação é o primeiro passo para um novo escudo humano em formação.